Deputado Adriano José e Regina, da ONG Decida Viver, se encontram em um café especial no programa Conexão para falar sobre prevenção ao suicídio


O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, dedicada à conscientização sobre a prevenção ao suicídio. Embora a data tenha se consolidado como símbolo de mobilização nacional, especialistas e lideranças sociais reforçam que o debate deve ultrapassar os 30 dias do mês e se tornar uma pauta contínua. O suicídio, ainda envolto em tabus e silêncios culturais, cresce como um grave problema de saúde pública, exigindo da sociedade, das famílias e do poder público ações permanentes de prevenção, acolhimento e pós-venção.

Em Maringá, a ONG Decida Viver tem se destacado nesse trabalho. Fundada a partir de uma dor pessoal — a perda de um filho por suicídio —, a entidade atua há sete anos com o objetivo de oferecer apoio e direcionamento às pessoas em sofrimento psíquico e também às famílias que enfrentam o luto. “Nós não tratamos ninguém, não curamos ninguém. Nosso papel é ajudar as pessoas a decidirem pela vida, conduzindo-as ao tratamento necessário”, explicou Regina de Paula, presidente da ONG, durante o bate-papo. A organização também integra o Comitê de Prevenção ao Suicídio da Secretaria Municipal de Saúde, colaborando na formulação de políticas públicas.

Além da prevenção, a pós-venção é um pilar essencial do trabalho da ONG. Trata-se do acompanhamento de famílias que perderam entes queridos para o suicídio, oferecendo acolhimento sem julgamentos e criando espaços de escuta. Estudos mostram que cada morte por suicídio impacta diretamente pelo menos 135 pessoas ao redor da vítima, ampliando os efeitos do trauma e demandando políticas públicas específicas para atender essas famílias. Para muitas delas, o suporte contínuo é indispensável para enfrentar uma dor que pode marcar toda a vida.

Regina ressalta que a imprensa tem papel decisivo nesse processo, levando informações responsáveis e orientações sobre onde buscar ajuda. Em Maringá, as pessoas podem procurar apoio por meio das redes sociais da ONG Decida Viver (@ongdecidaviver) ou pelo telefone (44) 99826-6632. A mensagem que fica é clara: falar sobre suicídio não incentiva o ato, mas abre caminhos para o acolhimento, a prevenção e a valorização da vida. O Setembro Amarelo precisa ser lembrado de setembro a setembro, como um compromisso coletivo em defesa da vida.

Assista ao bate-papo completo:

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