Quilômetros que salvam vidas: cicloviagem solidária impulsiona a doação de medula com incentivo do deputado Adriano José

Uma jornada extrema pelo sul do continente virou símbolo de esperança para milhares de famílias que aguardam por um transplante de medula óssea. A campanha Pedalando pela Vida transformou quilômetros, vento e resistência física em um chamado nacional à solidariedade, mostrando que nenhum esforço é maior do que salvar uma vida. A iniciativa percorreu paisagens inóspitas da Patagônia até Ushuaia, o “fim do mundo”, levando uma mensagem simples e poderosa: tornar-se doador é um gesto extraordinário.

À frente do desafio estiveram Marcelo Vieira, sargento da Polícia Militar, e Walmir Cardoso da Silva, policial militar aposentado, que custearam a expedição com recursos próprios. Enquanto Marcelo enfrentava a Ruta 3 de bicicleta, Walmir garantia o apoio logístico com uma Kombi adaptada como motorhome, levando tudo o que era necessário para quase um mês de estrada. Mais do que uma aventura esportiva, a travessia foi um ato de empatia, pensado para dar visibilidade à luta de pacientes que dependem de um único doador compatível para continuar vivendo.

Desde o início, a causa conta com o apoio do deputado estadual Adriano José, que acompanha, divulga e incentiva ações voltadas à ampliação do cadastro de doadores. Autor do Projeto de Lei que institui a Semana Estadual de Doação de Medula Óssea – Lei João Bombeirinho, que está na Comissão de Constituição e Justiça, o parlamentar reforça que conscientizar é tão importante quanto legislar. “Quando a sociedade entende que doar é simples e seguro, vidas começam a ser salvas antes mesmo do diagnóstico”, afirma o deputado.

Para Adriano José, campanhas como a Pedalando pela Vida dialogam diretamente com o espírito da lei que propôs: levar informação, quebrar medos e aproximar o poder público das pessoas. “Esses ciclistas mostram, na prática, que ninguém luta sozinho. Cada quilômetro percorrido representa alguém que ainda espera por uma chance”, destaca. Segundo ele, o engajamento da sociedade civil é fundamental para fortalecer o REDOME e ampliar as possibilidades de transplante no Paraná e no Brasil.

A jornada foi concluída no dia 17 de janeiro de 2026, mas a mensagem continua em movimento. Ao retornar ao Paraná, os idealizadores seguem mobilizando redes sociais, parceiros e a imprensa para que mais brasileiros se cadastrem como doadores. Como resume o deputado Adriano José: “Salvar vidas não exige heroísmo, exige consciência. E essa é uma causa que merece ser pedalada, divulgada e defendida todos os dias”.